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FALSIFICAÇÃO DE ROLAMENTOS AMEAÇA INDÚSTRIA NACIONAL

A falsificação de produtos não atinge apenas o consumidor final, mas já representa uma ameaça para a indústria nacional. Peças essenciais utilizadas no processo de fabricação de setores como mineração, petróleo e gás, siderurgia, naval, energia elétrica e eólica, além do papel e celulose, os rolamentos falsos representam um problema no mercado brasileiro. Dados da ADIRPI - Associados Distribuidores e Importadores de Rolamentos e Peças Industriais – mostram que, atualmente, 20% das vendas são de falsificações. O levantamento foi realizado em agosto junto aos fabricantes e distribuidores das peças.

“Em reais, esse número soma R$ 200 milhões, pois o mercado hoje soma cerca de R$ 1 bilhão de vendas anuais”, conta o representante da ADIRPI, Carlos Fávaro. A entidade representa cerca de 80% do mercado de distribuidores de rolamentos e, diante da preocupação com o problema da falsificação, acaba de lançar uma campanha para conscientizar as empresas sobre o tema.

“Um rolamento falsificado ou adulterado pode colocar em risco a segurança de pessoas, pois não possuem as mesmas características técnicas dos originais, não suportam as mesmas cargas e aumentam consideravelmente o risco de quebra prematura, o que danifica veículos, máquinas rotativas, causa prejuízos enormes e acidentes graves, até mesmo fatais”, observa o representante da ADIRPI.

A campanha brasileira está ligada à global Stop Fake Bearings (Pare com Rolamentos Falsificados - www.stopfakebearings.com) promovida pela WBA (World Bearing Association), uma iniciativa para alertar sobre os problemas relativos ao comércio de rolamentos falsificados. No Brasil, a ADIRPI formou um grupo de trabalho no combate à falsificação e adulteração de rolamentos.

A campanha de conscientização sobre os riscos de aquisição de um rolamento falsificado consiste na distribuição de folder e materiais educativos disponíveis no site da ADIRPI (www.adirpi.org.br), palestras para associados e usuários da indústria sobre os riscos de rolamentos falsificados, uso de vídeos em site da ADIRPI e de seus associados, bem como distribuição de material educativo em eventos e entidades do setor industrial.

Segundo a ADIRPI, o grande desafio é a identificação visual do rolamento falsificado, pois podem ser rolamentos novos de qualidade inferior, gravados com marcas reconhecidas pelo mercado a fim de atrair compradores com preços baixos. “Alguns falsificadores ainda reutilizam embalagens descartadas e rolamentos sucateados através de processo de usinagem e polimento, para depois vendê-los como originais novos, pois a aparência remete a um produto sem uso”, alerta.

Por esse motivo, um dos motes da campanha é demonstrar a necessidade de cuidado ao descartar um rolamento que já completou a sua vida útil. “É importante que usuários utilizem um processo de destruição do rolamento sucateado e sua embalagem afim de que não seja possível mais reutilizá- lo”, observa Fávaro.

Os rolamentos falsificados são encontrados em praticamente todos os lugares ao longo da cadeia de fornecimento global e, o maior problema, é não serem limitados a tamanho ou tipo. Apesar da percepção de que rolamentos menores para aplicações automotivas ou para eletrodomésticos predominam por serem fáceis de copiar, os rolamentos de grande porte falsificados estão cada vez mais comuns no mercado de reposição industrial.

Apesar de existirem diversos casos de falsificação, que resultaram na parada de indústrias, é difícil mensurar os prejuízos causados pelo problema. “Vimos o caso de uma siderúrgica que substituiu os rolamentos e, depois de duas a três horas de operação, identificou um desempenho muito baixo. ?

A equipe de manutenção da usina foi forçada a parar o equipamento, desmontar os rolamentos, e remontar os rolamentos antigos”, conta. Ao todo, haviam sido adquiridos cerca de mil rolamentos falsificados.

Outro caso ocorreu em uma refinaria petroquímica, a qual foi forçada a uma parada de emergência, para revelar que foram fornecidos rolamentos de fontes não confiáveis. Após apenas dois dias em operação, um desses rolamentos falhou em uma aplicação crucial, forçando uma parada não planejada. “Por isso, a ADIRPI recomenda aos usuários de manutenção industrial a adquirirem rolamentos apenas de fontes confiáveis tais como distribuidores autorizados pelos fabricantes de rolamentos”, finaliza Fávaro.

Slide da Campanha
Poster e Folder


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